28 de julho de 2011

Aventuras com o Google Tradutor


Revendo fotos de Nice e lembrando meu tempo lá, me veio à cabeça uma história engraçada. Na verdade, foi mais um mico que paguei, dos muitos que tenho no meu currículo.

Ano passado, resolvi curtir o recesso de carnaval em Roma, pois uma grande amiga estava passando uma temporada lá. Antes de ir, perguntei se ela queria algo da França, e ela me pediu uma meia de tal marca lá de fabricante francês, que custava uma grana no Brasil e que a irmã dela estava precisando. Era uma meia calça tipo Kendall, com algum propósito medicinal.

Nas vésperas da viagem, lembrei que tinha que procurar a tal meia e sai de casa correndo para ver isso. Não lembrava de jeito nenhum como se dizia meia calça em francês, então recorri comme d’habitude ao meu querido amigo Google Tradutor. Na pressa, digitei “meia”, de português para francês. Apareceu uma palavra, anotei, e sai. Chegando às farmácias e pedindo a tal meia, as pessoas me olhavam estranho, não entendiam o que eu queria. No começo eu já estava acostumada com isso, e achei que era só meu nível na língua que criava esse tipo de dificuldade de comunicação.

Até que, depois de passar numas três farmácias (todas sem sucesso), fazer mímica, mostrar o papel com nome e marca do produto que eu buscava, uma atendente mais camarada me falou que eu estava pedindo a coisa errada. Para encurtar, eu, ao invés de procurar a tradução para meia calça, procurei só meia, e vocês sabem que meia não tem só um significado em nossa língua, correto? O primeiro significado traduzido pelo Google foi o do sinônimo de “metade”. Ou seja, eu cheguei nas farmácias pedindo uma metade. Juro, parece ridículo, e eu rio sozinha lembrando do papel de tonta que fiz ao chegar pedindo, “senhora, estou procurando uma metade da marca x”. Só depois de voltar para casa e olhar no dicionário (o tijolão normal, não online) a palavra correta (que era “collants”), é que me dei conta da gafe que cometi. Agora está explicado porque me perguntavam de volta, “mas você quer metade do que?” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Lição da história: pressa + Google Tradutor = PERIGO!

À toute, bisous!

27 de junho de 2011

Back Home

       Após 3 meses sem postar, cá estou eu atualizando meu blog diretamente da minha casa em Brasília, lar oficial do qual senti tanta falta.

    Os últimos tempos em Nice foram maravilhosos, mas também muito difíceis em vários aspectos. Além do final do curso, provas, e trabalhos, ainda me preocupava com minha mudança. Como colocar 2 anos em quatro malas de 32 quilos? Como me despedir de pessoas tão queridas com quem vivi tantas coisas boas? Como deixar para trás meu sonho, admitir que ele foi realizado mas que acabou e que era hora de voltar para casa? Mesmo sabendo que vivi cada segundo da melhor maneira que pude, meu coração ficava mais apertado a cada roupa guardada, cada papel jogado fora, cada coisa que tive que largar lá, cada abraço apertado dos amigos que não sei quando verei novamente.

     A mudança física pode parecer a mais difícil, mas a psicológica, a inerente à nossa vontade, ah, essa sim foi/é o grande desafio. Dizer que tenho saudade de Nice é insuficiente. Pensar numa nova etapa é assustador. Mesmo assim, a empolgação com o futuro e a sensação de dever cumprido ameniza toda essa saudade e acalma esse mix de sentimentos.

    SAUDADE. Essa palavra que só existe na língua portuguesa exprime um sentimento diário que tenho a impressão que sempre me acompanhará. Saudade dos amigos, um de cada jeito, um de cada lugar do mundo. Saudade de sentar num banco e ver o mar azul. Saudade da praticidade com que eu levava a vida. Saudade de estar inteiramente dedicada aos estudos, coisa que tanto adoro. Saudade de acordar e pensar "caramba, deu certo, estou aqui realizando meu sonho". Saudade de planejar viagens, de conhecer novos lugares num piscar de olhos e por poucos euros. Saudade das boulageries, patisseries, brasseries. Saudade de ver as pessoas levando a vida num ritmo desacelerado, parando no meio da tarde para tomar um café, sentadas nas cadeirinhas viradas para a rua. Saudade de dias lindos com sol e friozinho. Saudade da independência, do ir e vir sem ter para quem avisar. Saudade do chocolate quente de máquina da faculdade. Saudade dos vinhos. Saudade da cerva quente. Saudade de ir comer cookies com as amigas. Saudade de sentir o vento frio batendo no rosto. Saudade de começar minhas frases com "No Brasil...", sempre contando alguma história daqui e finalizando com "Que saudade do meu país".

    É, não tem jeito. Onde quer que estejamos, sempre sentiremos saudades de pessoas, lugares, cheiros, gostos. Poderia ficar aqui por horas estendendo essa lista de saudades, mas o importante é senti-lá com alegria, e nunca tristeza.


Nice, tu me manques!!!

   O post hoje não teve nenhuma curiosidade francesa, mas assim como fechei meu ciclo lá na França, precisava aqui também registrar essa passagem. Pretendo continuar com o blog, pois as lembranças colocarão sorrisos no meu rosto e farão com que pense com muito carinho em um país e um povo que foi tão importante para mim.

    Aproveito para agradecer todos que fizeram parte desse sonho, todos que me apoiaram, me deram força e me acompanharam por aqui. Merci beaucoup!!!

15 de março de 2011

Estado civil: juntado


       Com meu tempo aqui na França e conhecendo um pouco dos meus colegas de sala, pude constatar um fato interessante e que considero pouco comum entre meus amigos do Brasil. Falando de relacionamentos, a verdade é que aqui a maioria não só namora, mas mora junto. Não pense que a pessoa namorou três anos e resolveu morar junto porque tem planos de casar, não é isso. Tenho amigas que já moraram com quatro namorados, quase todos que tiveram na vida. O tempo de namoro também não importa. Uma das minhas colegas começou a namorar e dois meses depois já estava devidamente instalada na residência de seu amado. Outro caso é de um rapaz, que após anos de namoro, resolveu também morar junto, mas sem nenhuma intenção de oficializar a relação (será que a namorada dele sabe disso? Hehehe), apenas por uma questão de praticidade.

Para mim, essa coisa de morar junto é meio incomum entre meus amigos do Brasil. A maioria namora, mas só vai morar junto depois de casar de verdade, com cartório, igreja, e festa. Conversando com uma amiga, expliquei para ela como as coisas funcionavam pelo Brasil e ela me deu uma explicação simples do por que de eles fazerem isso aqui. Segundo sua opinião (e experiência), as pessoas aqui optam por “se juntar” para ver, através da convivência, se aquela pessoa é mesmo ideal para você. Ok, tem um ponto válido nesse argumento, mas não seria uma exposição precoce, sem necessidade, e muito grande à intimidade do outro?



Acho que por questões econômicas isso também não acontece com tanta frequência no Brasil. Qual o ponto de montar uma nova casa, pagar contas e acumular despesas se você pode morar na casa dos seus pais até ter certeza de que quer casar e aí sim montar seu próprio lar? Custa dinheiro pagar aluguel e tantas coisas, mesmo dividindo por dois, não é mesmo? Aqui, os pais dessas minhas amigas que desde os 18, 20 anos já moram com seus namorados, apoiam a decisão por acreditarem que as filhas irão adquirir mais maturidade e responsabilidade ao cuidar da sua própria casa. Mais um ponto válido e compreensível. Entretanto, tenho uma cabeça mais tradicional (e careta) e por isso ainda acredito que toda a magia e a curiosidade de uma nova vida a dois que começa após um casamento vai por água abaixo ao antecipar uma etapa que pode ser vivida depois de certo tempo com a pessoa. Acredito sim que conhecemos uma pessoa a fundo apenas depois de muita convivência, mas isso pode ser visto de outras formas, não? Viajando, passando fins de semana juntos, e convivendo com as famílias a gente vê muito as atitudes de cada um.

Enfim, quis dividir isso com vocês pois achei uma curiosidade interessante!! Sei que muitas pessoas também moram juntas sem serem casadas aí no Brasil, apenas achei que, ao contrário dos meus amigos brasileiros, meus colegas franceses são “juntados” em sua grande maioria.

E vocês, o que acham disso? Mudariam seus estados civis de namorados para juntados?

11 de março de 2011

Michael Jackson Não Morreu!!

       Carnaval acabou, o ano começou! Pelo menos no Brasil é assim, né? Bom, estou enfim retomando as atividades do blog após um tempinho ausente! Apesar de eu estar entrando na minha reta final aqui, vou tentar passar para atualizar sempre que possível! Nem acredito que só terei mais três semanas em Nice!

      Quero apresentar para vocês uma figuraça aqui da cidade! Se você achava que o Michael Jackson tinha morrido, engano seu! Confiram as fotos e o vídeo! Ele se apresenta quase que diariamente na praça mais famosa de Nice, a Place Massena. O Michael Jackson de Nice coloca seu som alto e dança loucamente com suas roupas surradas, mas sem vergonha e cheio de animação! Sempre que passo por lá dou uma paradinha para olhar, pois acho super engraçado (ok, meio tosco também)! Sua platéia é bem grande até, e o mais legal é que vira e mexe tem alguma criancinha pequena que resolve imitá-lo e acaba virando a sensação do lugar! É um espetáculo aparte ver coisinhas fofas e minis tentando fazer o moon walk.

Michael Jackson de Nice


Famoso na cidade! hehe


     Nada como um vídeo para vocês terem uma noção mais precisa!! A qualidade não é das melhores fora que eu tremi muito, mas o que vale é a intenção! Eu tenho uma conta no qik (site de compartilhamento de vídeos) e tem vídeos não só de Nice, mas de algumas viagens e coisas nada a ver! Fiquem à vontade para assisti-los!



       Desejo a todos um bom final de semana!

       Bisous!!

18 de fevereiro de 2011

Quanta polidez!

   No geral, o povo francês é um povo bastante educado. Qualquer comunicação começa com um “bonjour” (bom dia), que é indispensável seja para iniciar uma conversa ou ao cruzar com um vizinho/conhecido pela rua. O “bonjour” é o nosso “oi” de forma mais formal, já que o oi aqui (“salut”) só deve ser usados e situações informais ou com pessoas com as quais você possua intimidade. Meu pai, ao passar uma temporada aqui em Nice comigo, percebeu que até os mendigos na rua falam “bonjour” antes mesmo de pedir esmola! Kkkkkkkkkk

    No comércio, existe o que chamo de diálogo da polidez. Ele é mais ou menos assim:
- Bonjour (atendente do caixa: bom dia)
- Bonjour (você: bom dia, entregando a mercadoria que você quer comprar)
- Ça fait 20 euros, s’il vous plait (caixa : são 20 euros, por favor)
Você entrega o dinheiro, ela entrega o troco, nota fiscal, mercadoria, etc.
- Merci beaucoup, madame (caixa: obrigada, senhora)
- Merci à vous (você: obrigada a você)
- De rien (caixa: de nada)
- Au revoir (você: até logo)
- Au revoir, bonne journée (caixa; até logo, tenha um bom dia)
- Merci, pour vous aussi. (você: obrigada, para você também)

    UFA!! Agora você já pode sair da loja! Já no Brasil não é bem assim, né? O “por favor” e “obrigado(a)” são constantemente esquecidos, infelizmente!



       Nos restaurantes também existe certa polidez no diálogo, mas no serviço já nem tanto. Muitas vezes jogam as coisas na mesa, demoram a te atender e, pior, ficam bravos se você não come tudo. Eles consideram um insulto, e é muito comum virem perguntar se a comida não estava boa ou se faltou alguma coisa. Mas às vezes você só não conseguiu comer a quantidade toda, normal! Ao menos aqui não tem 10% e nem somos obrigados a dar gorjeta! Pagamos exatamente o que consumimos, nem mais nem menos!

     Sei que o parisiense tem fama de estúpido, mal humorado e sem paciência. Aqui na França você pode até não saber falar francês, mas principalmente em Paris, é recomendável ao menos abordar as pessoas em francês, dizendo um “bounjour” e depois emendando um “je ne parle pas français” (eu não falo francês) ou “I don’t speak french”. Assim eles vão ver que ao menos você tentou e vão te ajudar com mais boa vontade. Se você esbarrar em alguém, tem que pedir desculpas "pardon" e mesmo que esbarrem em você, aqui você também diz "pardon" para a pessoa! É como se os dois tivessem culpa e devessem se desculpar.

    As pessoas aqui podem ser gentis ao segurar uma porta para você passar, ceder lugar aos velhinhos no ônibus ou ter todo esse diálogo que descrevi acima. Mas, na verdade, a sociedade aqui é individualista e pouco solícita no que diz respeito ao que chamo de relações intermediárias (relações que não são nem íntimas ou familiares e nem de “somos apenas conhecidos"). Já perdi as contas de quantas vezes comentei com um amigo que estava tendo dificuldade com alguma coisa (normalmente algum processo burocrático francês) e nenhuma vez eles se ofereceram para ajudar. Falam tipo “é assim mesmo” e te olham com uma cara de “só lamento por você, mas tenho mais o que fazer”. Isso é só um exemplo e sei que não posso generalizar por conta de uma experiência pessoal, mas a solidariedade presente no povo brasileiro é algo quase impossível de achar aqui pelo velho mundo.

    Brèsil, tu me manques! Brasil, você me faz falta!

7 de fevereiro de 2011

Os 4 C's da França

  Inspirada pelas minhas aulas de marketing, resolvi fazer um post relacionado ao tema. O conceito do mix de marketing, ou dos 4 P's (Produto, Preço, Praça e Promoção), é bastante conhecido e básico, mas hoje falamos também dos 4 C's. Pesquisando sobre os C's do marketing, vi que eles podem chegar a 6, portanto, essa ideia varia muito de autor para autor. Podemos, entretanto, ver que os C's mais comuns são: 
1. Consumidor (as necessidades e os desejos destes);
2. Custo (para satisfazer o consumidor);
3. Conveniência (para comprar); e
4. Comunicação.

   Identifiquei no cotidiano francês 4 C's que dizem muito sobre essa cultura tão particular. Eis então que vos apresento "Os 4 C's da França"!

1. Croissant: O famoso pão em formato de lua é uma paixão nacional. Por, em média, 70 centavos de euro, ele pode ser encontrado em qualquer boulangerie (espécie de padaria). Aqui, ele normalmente é consumido puro e não tem recheio. Para nós é meio estranho, pois estamos acostumados a ver croissants recheados de queijo e presunto e de outras coisas mais. Entretanto, após me habituar a comer como os franceses, pude ver que realmente é uma delícia comê-lo puro, saboreando o gosto meio amenteigado e a textura única dessa maravilha. A baguete é também famosa, e vou incluí-la aqui para demonstrar que os franceses sabem como fazer pães. Sejam brioches, baguetes, croissants, ou pães de chocolate, todos são deliciosos e irresistíveis. Não é à toa que as boulangeries aqui são verdadeiras escolas, onde pessoas do mundo inteiro vem para fazer estágios e aprender como panificar essas gostosuras. Ah, detalhe que na Itália croissant se chama corneto!! hahaha achei o máximo, igual ao sorvete aí do Brasil!

Croissants


2. Camembert: Uso o camembert para exemplificar a parte de queijos. Todo francês que se preze não deixa faltar na sua mesa uma baguete, um vinho, e um queijo. O camembert é um queijo francês bastante consumido aqui e também pode ser achado por preço de banana. Eu, pessoalmente, não sou muito fã, acho meio molengo. Além do camembert, outros queijos franceses famosos são o roquefort, brie, e de chèvre, que é de leite de cabra. Esse último eu sou fã!

Camembert


3. Cachorro: Cachorro aqui é gente. Simples assim. Não estranhe se em uma viagem à França você encontrar cachorros em supermercados, restaurantes, bancos, etc. Aqui eles são bem vindos em qualquer lugar público, quase que sem restrições. As madames velhinhas adoram andar com eles a tiracolo. O engraçado é que, ao menos aqui em Nice, quase não existem pet shops! Uma amiga me falou que uma ida básica da sua cadela ao veterinário custa em média 90 euros. Isso é bem mais que um corte de cabelo num salão chique daqui! Outra curiosidade é que tem uma loja perto da minha casa onde os filhotes de cachorro ficam na vitrine para serem vendidos! Dá até peninha, sério! Mas acho que ninguém vê maldade nisso, não... Enfim, nos meus muitos meses vivendo aqui, posso dizer que a maioria das pessoas tratam seus cães melhor do que seus amigos ou familiares (se bem que eles são parte da família, né?).

Cachorrinhos na vitrine


4. Cigarro: Coisa nojenta! Mesmo sendo proibido fumar em locais fechados, basta uma andadinha na rua para voltar para casa fedendo a cigarro. O número de fumantes é alto, e vai de jovens à idosos. Já vi pessoas que estavam fumando e, ao resolver entrar numa loja, deixaram o cigarro aceso do lado de fora, tipo numa beirinha qualquer, para ele não apagar e a pessoa continuar fumando ao sair da loja. Para mim isso é um absurdo, inacreditável. Outra coisa: é comum demais você estar andando na rua e alguém te pedir um cigarro. Pedem mesmo, na cara dura, mas normalmente são pessoas estranhas que fazem isso! kkkkkkkk

Cigarro na beirada


    Espero que tenham gostado e desejo a todos uma ótimo semana! =)

17 de janeiro de 2011

Carrinhos

    Aqui estou de volta à rotina após maravilhosas férias para o primeiro post de 2011!!

    A curiosidade de hoje pode não ser novidade para alguns de vocês, mas definitivamente foi algo que me chamou atenção quando cheguei aqui em Nice.

   Chegando no aeroporto após muitas horas de viagem, estava ansiosa para pegar logo minha mala e explorar Nice. Do alto, lembro-me como se fosse hoje como eu fiquei maravilhada ao ver o mar de diferentes tons de azul e um sol que nem parecia digno de inverno. Era fevereiro de 2009, estava chegando para fazer meu curso de francês sem imaginar que três meses virariam cinco, que virariam anos. Daí por diante vocês sabem o que aconteceu e onde vim parar...

   Voltando a curiosidade! Cheguei e estava indo pegar minha mala quando pensei em pegar um carrinho, coisa óbvia que todos fazemos nessa etapa de esperar as bagagens. Fiquei tentando tirar o carrinho da fila em que ele estava encaixado e nada do bicho sair. Fiquei que nem uma ignorante tentando tirá-lo a qualquer custo, usando minha força, meu jeito, mas nada deu certo. Eis que um cidadão gentilmente aponta seu dedo para uma parte no carrinho que "dizia" que eu deveria inserir uma moeda e 1 Euro para poder utilizá-lo. Fiquei sem graça, dei um sorriso amarelo e sai sem pegar o carrinho, pois eu não tinha nenhuma moeda e também achei um absurdo ter que pagar para usar um carrinho!

Aí a moeda é inserida

     Meu pré-conceito me cegou para o real propósito do 1 Euro e só algum tempo depois, ao ver que nos supermercados também era necessária a tal moedinha para usar os carrinhos, é que fui entender tudo. Passo 1: você insere a moeda, a corrente se solta e libera o carrinho. Passo 2: você usa o carrinho, transporta suas bagagens. Passo 3: você devolve o carrinho e, consequentemente, sua moeda é liberada quando você encaixa a corrente de volta num outro carrinho que estará numa "estação de carrinhos". Ahá!!! Você não paga para usar!!! O 1 Euro simplesmente te força a ser educado e devolver o carrinho no lugar certo, ao invés de deixá-lo largado pelo aeroporto ou pelo estacionamento (o que sabemos bem que atrapalha bastante). Ou seja, é uma medida puramente organizacional e educacional!

Estação de carrinhos.
Detalhe que tem uma placa explicando
como funciona...
(coisa que não vi na minha chegada...)

     Será que nós brasileiros nos acostumaríamos com isso? E mais, esse mecanismo funcionaria ou as pessoas não aceitariam? Acho que a implementação da ideia poderia, inicialmente, ocasionar uma certa dúvida ou confusão, mas acho que faria com que nós nos tornássemos um pouco mais educados.