22 de dezembro de 2010

Então é Natal



     Ano passado lembro que fiz um post sobre o natal. Falei sobre um mercadinho de natal que rola aqui (e em quase todas as cidades europeias) e sobre como achei engraçado algodão doce chamar “barba de papai noel”.

     Como simplesmente amo essa época do ano, resolvi escrever de novo sobre tal, mas agora gostaria de contar um pouco sobre como os franceses (ao menos os daqui da capital da Côte d’Azur) comemoram o natal.

     O prato típico varia. O peru pode ser encontrado nas ceias de natal sim, mas os frutos do mar e o foie gras (fígado de ganso ou pato) são mais tradicionais. Ainda não experimentei o foie gras, mas dizem que é divino. O pate de fígado de pato posso dizer que é ótimo mesmo! Assim como nós, os franceses fazem a ceia e a troca de presentes no dia 24 à noite e também passam em família o dia 25 de dezembro.

     De sobremesa, nada de rabanadas nem panetone (delícia de origem italiana, para quem não sabe). Aqui eles compram um bolo que chama “Bûche Nöel”. Bûche Nöel significa literalmente “tronco de árvore”, e esse costume tem sua origem nas lareiras de antigamente, onde as pessoas queimavam os troncos de madeira para se aquecerem com o fogo. Hoje ainda se faz isso, já que o inverno no hemisfério norte faz bom uso do calor do fogo de uma lareira. Pela foto, vocês podem ver que parece um rocambole hehehe. Ainda não experimentei também, depois conto se é bom caso eu prove. O bolo é normalmente branco e o recheio pode ser de geleia de morango ou o que quer que a pessoa goste! A cobertura costuma ser de chocolate para remeter à cor marrom das toras das árvores. Para quem se interessar, achei nesse site um pouco mais sobre a história e também uma receita do Bûche Nöel

 (http://conversasdecozinha.blogspot.com/2007/12/tora-de-natal-bche-de-nel.html)




Bûche Nöel 


     Amigo oculto? Não, ninguém faz pelo que entendi. Taí uma coisa que eu adoro e que sinto falta de fazer. Acho que, na verdade, o amigo secreto é uma opção boa (e econômica) para nós. Todos ganham presentes e você só compra um para presentear quem você tirou, ao invés de comprar vários para todos. Perguntei aos amigos e aqui ninguém faz, nem em família nem entre amigos.

    Outra coisa interessante são as árvores de natal. As lojas todas colocam um sapin (árvore de natal) nas portas e as ruas ficam lindas! Vou ficar devendo uma foto, pardon! De qualquer forma, vejam que linda que está a praça principal aqui de Nice, toda enfeitada para o Natal.


Fonte da Place Massena

Place Massena - Nice

     Os planos para o natal são simples. Fui convidada por uma amiga mexicana para um brunch natalino na casa dela, no dia 24. Eu e meu dad vamos lá e levaremos deliciosas rabanadas para os convidados experimentarem. De noite, eu e meu pai faremos a ceia aqui em casa mesmo e, provavelmente, vamos à missa de meia-noite na igreja Notre Dame de Nice (que também está linda, olhem só). E é isso!


Igreja Notre Dame de Nice


    Aproveito para desejar um natal cheio de luz, paz, alegria e harmonia para meus queridos leitores e amigos. Não sei se passarei por aqui antes do ano novo, portanto, já adianto meus votos para um 2011 repleto de novas conquistas e muita saúde!

Beijos com carinho,
Dani.

6 de dezembro de 2010

Uma partida de futebol

         Essa história é uma das minhas clássicas, tenho certeza que já contei para alguns de vocês, queridos amigos! De qualquer forma, tenho que registrar aqui no blog também para aqueles que ainda não a conhecem! Fora que depois da vitória de ontem do meu time Fluminense, me inspirei ainda mais! Hehehe!

          Por volta do final de março de 2009, começo da minha estadia aqui, Hector e Fellipe (meus amigos brasileiros) tiveram a grande idéia de assistir um jogo de futebol. O time local chama Nice e estaria jogando contra o Caen, time da cidade francesa de mesmo nome. Resolvi acompanhá-los e lá fomos nós num sábado à tarde qualquer.

          O estádio não estava muito cheio, ficamos numa arquibancada e como ainda faltava um tempinho para começar o jogo, fomos comprar uma cerveja. Primeira facada do dia: 5 euros num copo de 500mL. Pior, a cerveja era muuuito ruim. Ok, vamos ver o jogo, esquece a cerveja. O jogo em si foi uma porcaria, difícil falar qual time era pior. A torcida era desanimada, no máximo batiam palmas em algum lance bonito e só a torcida organizada, que ficava atrás do gol, que fazia um barulho de vez em quando.


Fellipe, Eu e Hector no estádio do Nice.


          Além do jogo ter sido péssimo, estava muito, mas muito frio. Esse foi com certeza um dos dias que mais passei frio na minha vida. Acho que o vento na arquibancada nos pegou de jeito, e no intervalo entre os tempos, resolvemos comprar um café. Eu como não tomo café, resolvi comprar outra coisa. Meus olhos brilharam quando viram um copo de pipoca e não pensei duas vezes, fui e comprei. Segunda facada do dia: 6 euros no copo de popcorn. Para piorar, a moça do caixa me deu um saquinho de açúcar ao invés de um de sal, coisa que só fui perceber após virar o saquinho inteiro na pipoca e ela ficar doce. Ecati!! E pior, ela estava muito murcha!! 

Voltamos para o segundo tempo do jogo e não aguentamos de tanto frio e resolvemos ir embora antes mesmo de terminar a partida. Foi quando o Nice fez o gol de honra que não vimos... Para ser sincera, não me lembro do placar, mas acho que foi tipo Nice 1 x 2 Caem.

Para finalizar a noite, fomos lanchar no Quik, um fast food estilo McDonald’s. Ao comprar o ingresso, ganhávamos um desconto lá e por isso queríamos usá-lo, claro! Como ainda não sabíamos ler muito bem em francês, chegamos no caixa, cada um deu seu ingresso e pediu seu lanche. A caixa nos olhou com uma cara estranha, ainda mais quando o Fellipe pediu sobremesa. Ignoramos seus olhares e fomos entender o motivo deles logo em seguida. A promoção não era em desconto, mas sim dava em dobro tudo que você tinha pedido. Ou seja, ficamos cada um com dois sanduíches e duas batatas, só o refri que não veio duplicado (ainda bem!). Três pessoas, seis sanduíches mais refri e sobremesa. Os meninos conseguiram comer dois cada, se não me engano o Hector ainda tentou empurrar o terceiro, mas saímos de lá rolando de tanta comida! Depois disso, deu para entender o olhar da caixa dizendo, “seus gulosos!”.

Cerveja = fail, pipoca = fail, jogo = fail, frio = fail. O lanche foi exagerado, mas estava bom. Resumindo, o dia foi cheio de furos e situações engraçadas, mas valeu a pena! E, modéstia parte, nada como uma partida de futebol do Brasil! Além da qualidade muito superior dos jogos, a animação da nossa torcida não tem igual!

12 de novembro de 2010

Um filme à toa no Pathé...

Essa frase da música “Tão Seu” do Skank sempre me causou dúvida. Primeiro, porque eu sempre achei que a frase era, “um filme à toa e um patê”. Bizarro, eu sei... Perguntei-me várias vezes por que a letra era assim e fiquei muito tempo sem entender e sem saber a letra correta. Na minha cabeça vinha a imagem de um casal sentado num sofá, vendo um filme e, ao invés de um balde de pipoca, um potinho daqueles de patê da Sadia na mão! Hahahaha eu e minha imaginação... Não sei se para vocês sempre foi meio óbvia essa história do pathé, mas para mim não!


Eis que andando por Nice, ainda nos meus primeiros dias aqui, percebo um local com uma placa escrito “Pathé”. Chego perto e vejo vários cartazes de filmes, lojinha de pipoca, bilheteria... A luz dentro do meu cérebro acendeu e liguei os pontos!! Finalmente a música estava clara!! Basicamente, ele queria dizer, “um filme à toa num cinema”! kkkkk Demorou mas entendi!

O cinema aqui tem algumas particularidades. Primeiro, confira se o filme que você quer assistir é em VO (versão original) ou dublado. Aqui eles dublam todos os filmes e só alguns cinemas passam filmes em versão original, o que significa inglês (ou seja lá qual for a língua original do filme) com legendas em francês.

O segundo passo é ver o horário do filme. Aqui eles te dão dois horários: um para quem gosta de trailers, como eu, e o outro para quem não gosta. Normalmente a diferença é de 10 minutos e, quando os trailers acabam, eles desligam a tela e acendem as luzes da sala. Achei estranho quando aconteceu isso da primeira vez, mas agora já acostumei. Dessa forma, as outras pessoas que não quiseram assistir aos trailers podem entrar numa boa, escolher um lugar para sentar e depois todos nós esperamos o filme começar!

Por último, não se espante com o tamanho das salas. Aqui não tem nada tipo Cinemark ou Imax. Os cinemas são no estilo dos da Academia de Tênis aí de Brasília, quando não são menores!! Eles ficam nas ruas, não em centros comerciais ou shoppings, e parecem pequenos quando vistos de fora, mas são verdadeiros labirintos quando você entra!

Cinema aqui também é programa de domingo, e o melhor é que os verdadeiros fãs da sétima arte podem fazer planos mensais ou anuais que dão direito a idas ilimitadas ao cinema! Bom né?! Só não faço um desses porque sei que aí não estudo, iria querer assistir filmes todos os dias!

Pathé Nice Massena :)

4 de novembro de 2010

Lumière

    Não sei se vocês se lembram do personagem Lumière, um castiçal, no filme “A Bela e a Fera”. Para quem não sabe, “lumière” significa luz em francês. Mas tá, Isso foi apenas uma petite curiosidade para abrir o post de hoje! Hehehe



    Meu dia começou às 6:15 da manhã, após uma noite super mal dormida por conta da ansiedade em relação à prova de hoje. Aula chata de manhã, almoço ao sol com as meninas e chegou a hora da prova. Estudei muito e me sentia relativamente preparada (nunca me sinto 100% preparada!), mas eis que a prova foi dificílima e, após duas horas quebrando a cabeça, tudo que eu queria era ir para casa descansar. Ainda tive que encarar mais 3 horas de aula e somente às 18 horas a merecida liberdade foi nos concedida.

    Ao descer do tram e chegando à minha rua, percebo que está tudo meio escuro, mas pensei, “derrr, é porque está escurecendo e os postes ainda não devem estar ligados”. Continuo andando e vejo pessoas fora dos prédios, um movimento meio esquisito. Logo percebi que estava faltando luz no quarteirão inteiro, não só na minha rua. Maravilha.

    Subi seis andares de escada e abri a porta de casa dando graças a Deus por ter vela e fósforos à mão. Cuidei de iluminar o ambiente e pensei, “e agora, o que vou fazer?”. Os planos antes do imprevisto eram tomar banho, comer, assistir um episódio de algum seriado para dar uma relaxada e estudar para a prova de amanhã antes de dormir. Dei jeito nos primeiros itens do plano, lanchei literalmente “à luz de velas” e tomei um banho. Depois pensei, “preciso colocar que estou sem luz no meu status do Facebook”. Hahahaha não reparem o vício! Mas, de novo, peeeeennnnn, sem luz não há roteador ligado e, portando, o wi-fi não funciona. Nada de internet já que, além disso, meu cel está com somente 3% de bateria e achei melhor economizar caso precise para uma emergência. Diante das circunstâncias, ainda me restava meu notebook!! Ao menos duas horas de bateria eu sabia que ele tinha, então já dava para estudar para a prova, escrever posts para o blog e até jogar paciência! Kkkkkk

    Mas o que realmente queria escrever aqui (depois de contar tudo isso hehe) é que acho muito engraçado pensar que a humanidade viveu (e sobreviveu!) tantos anos, séculos, sem energia elétrica. E nós, habitantes de um mundo que hoje é “ligado na tomada”, parecemos não conseguir ficar sem luz nem sequer por uma hora. Parece que não nos resta o que fazer!! Mas, na minha opinião, deveríamos encarar situações inusitadas como essa como uma oportunidade, um privilégio!! Qual foi a última vez que você fez nada? Que simplesmente deitou na cama e olhou para o teto? Que dormiu mais cedo que o de costume? De vez em quando é bom, faça o teste!!


   Olhei pela janela e vi algumas poucas casas com velas acesas. Em uma, uma moça, como eu, comeu sozinha à luz de velas. Em outra, a pessoa parecia tentar se orientar com a luz do celular. No meio de tudo isso, lembrei-me de algumas situações que já passei sem luz. A última foi há uns dois anos, eu estava saindo da aula de francês, bati o carro da moms e, quando cheguei em casa, estávamos sem luz. Pude chorar no escuro a tristeza de ter batido o carro e ganhei um colo gostoso antes de dormir. Bem antes disso, quando eu era criança, estava passando férias na casa da minha vó no Rio e, após uma chuva de verão daquelas, ficamos sem luz em casa. Fazia muito calor e lembro como se fosse hoje do meu pai me abanando com uma revista para me refrescar e assim fazer com que eu dormisse.

    Enfim, com ou sem energia elétrica, no Brasil ou na França, às vezes devemos nos desligar um pouco, ficar “sem luz”, para sentirmos um pouco de paz. Assim, podemos curtir o silêncio e a escuridão em um mundo que hoje tem luz e barulho até demais.

A janela iluminada é a da vizinha que também jantou à luz de velas...


PS: Enquanto eu estava no banho, a Madame (forma que uso para me referir à senhora que aluga o estúdio para mim) ligou e deixou um recado na minha secretária eletrônica dizendo que deu uma pane geral nas redondezas e que não tinham previsão de quando a luz voltaria. Ela falou também, “já que você não vai ter como cozinhar, te proponho que venha para minha casa comer conosco”. Para quem não sabe, ela é minha vizinha de baixo e achei super fofo da parte dela me avisar e se preocupar comigo! Será que a solidariedade entre vizinhos existiria aí no Brasil numa situação dessas?

PS2: A luz voltou depois de 3 horas...

1 de novembro de 2010

Nutella

Nutella aqui na França é coisa séria. Para os franceses, a deliciosa pasta de chocolate com amêndoas é tão essencial quanto o requeijão ou a manteiga é para nós brasileiros. Tudo bem que no Brasil esse produto não é novidade e nós também somos fãs, mas aqui se come praticamente tudo com Nutella.

Uma das maravilhas mais famosas que leva Nutella é o crepe. A primeira vez que comi um crepe de Nutella aqui em Nice foi a maior decepção, achei pouco recheado e senti saudades do farto crepe do Chez Michou de Brasília. Depois descobri que os melhores lugares para comer o verdadeiro crepe de Nutella não são nos restaurantes, mas sim nas “birosquinhas” que podem ser achadas em cada esquina na maioria das cidades francesas. Aqui em Nice já tenho meu local preferido e como ele é garantia de satisfação, desde seu achado não ousei experimentar outro lugar.

Na minha última ida à Paris com minha amiga Lara, fiz a maior propaganda do crepe, não parava de falar nele um segundo. Como eu já tinha experimentado um muito bom perto da Torre Eiffel, decidimos que no dia desse passeio iríamos enfim saboreá-lo. Na volta de Versailles, resolvemos aproveitar o fim da tarde (até então apenas um pouco nublado, levemente ensolarado) para subir na torre e ver do alto o por do sol da Cidade Luz. Subimos, tudo lindo, até a gente descer e começar o maior pé d’água. Ficamos ilhadas debaixo da torre, tremendo, sem guarda-chuva (que inflacionou de 2 euros para 12 nessa hora), esperando a bendita passar. Depois de uns 15, 20 minutos, ela passou e atravessamos até o Trocadero, de onde são tiradas as melhores fotos da Torre. Tiramos mil fotos, ela ficou iluminada, piscou, enfim, aquela maravilha.

Depois da pequena aventura, finalmente HORA DO CREPE DE NUTELLA!!!  Tinham ao menos umas três birosquinhas onde estávamos e sem ao menos dar uma olhada geral, optamos pela primeira. Pedi dois crepes “au chocolat”, o que já está subentendido que é de Nutella. Ao analisar melhor a barraquinha, percebo que os potes não são de Nutella, mas sim de alguma pasta de chocolate genérica. Ah, não!!! Virei para a Lara e falei, em português, claro, “putz, não acredito que a gente veio justo numa barraquinha onde o crepe é de Nutella falsificada!”. Ficamos rindo e esperando o crepe ficar pronto, isso eu esculhambando, falando que era um absurdo vender coisa daquela qualidade, que o cara devia ao menos ser esperto e colocar os potes de Nutella de verdade na “vitrine”, mesmo que dentro ele usasse uma Nutella falsificada. Continuei falando besteira, rimos até e o crepe ficou pronto. Dou o dinheiro para o cara e eis que ele me responde, em português, “Aqui seu troco”. Nessa hora, olho para a Lara e quase morroooo de vergonha! Pensa, ele estava entendendo tudo que falávamos! Kkkkkkkkk

Bom, espero que com isso ele aprenda a vender um legítimo crepe de Nutella, ora bolas! Afinal, logo ao lado, outra lojinha vendia o crepe de Nutella de verdade por 3 euros, e nós ainda pagamos 3,50! Ô raiva! O crepe não estava lá essas coisas, mas no frio e na fome, valeu a pena! Depois levei a Lara no meu local aqui de Nice e aí sim ela pode provar o verdadeiro e delicioso Crepe de Nutella!




Vista do alto da Torre Eiffel.

A Torre, o Crepe, e Eu =)



25 de outubro de 2010

Recomeçar

      Recomeçar parece algo fácil, mas nem sempre é. Se desapegar de algo do passado, mudar algo que precisa ser melhorado ou por um ponto final numa coisa que não está dando certo pode levar tempo e, sem dúvidas, necessita de um pouco de coragem. Para várias questões na vida é assim, então não seria diferente para um blog!!

      Alguns sabem que tentei começar um blog quando decidi vir para a França fazer um curso. No começo eu postava com mais frequência, depois fui deixando de lado. Até tentei mudar o estilo, mudei layout, tudo com a intensão de ver se eu me empolgava mais e voltava a postar. Nada parece que adiantou, nem o fato de que algumas pessoas até gostavam das minhas histórias e viviam perguntando, “e aí, quando você vai voltar com o blog?”. Portanto, aqui estou eu, recomeçando! Antigos posts foram apagados, ideias novas foram colocadas no papel e, mais uma vez, mudei a cara do blog. Vamos ver se agora vai!!

     Vou tentar fazer posts mais rápidos, com histórias curtas, mas o tema central continuará sendo as curiosidades que venho vivendo aqui na França, mais especificamente em Nice. Boa sorte para mim e agora é torcer para ver se essa nova tentativa vai dar certo! Woo! Bienvenue chez Le Voyage de Danielle!